
No período de construção ou reforma de uma edificação é natural certa indecisão na escolha dos itens. Isso porque queremos que o nosso espaço tenha nossa cara, queremos que os ambientes de nosso convívio sejam uma extensão da nossa personalidade. Aqui, trataremos de um desses elementos que contribuem para criar uma atmosfera funcional e prazerosa: janelas.
Atualmente, há uma variedade interessante de janelas. Ter todas essas opções à disposição, acaba por ampliar as possibilidades a partir do uso desse elemento. Com isso, sua importância ganha ainda mais significado. Mais do que harmonizar com os outros componentes do espaço, a janela, enquanto item único, age para criar uma sensação agradável no interior da edificação – ainda que essa sensação possa ser resultado da incorporação do cenário externo. Esse ponto deve ser ressaltado: as janelas não funcionam apenas como apoio dentro de um configuração arquitetônica; sua presença pode ser ativa, capaz de alterar radicalmente a “cara” do espaço. Tanta relevância, contudo, exige senso criativo e bom gosto. Justamente por conseguir alterar o teor de uma ambiente, as janelas devem ser pensadas conforme um planejamento, para que seu projeto consiga aproveitá-las de maneira original e coerente.
Funções e possibilidades
Em geral, as janelas agem como mediação entre um ambiente externo e outro interno. Por trás dessa função primária, há diversos fatores que devem ser considerados em um projeto arquitetônico: iluminação, vista, decoração, segurança, isolamento acústico, ventilação etc. O X do problema não é determinar qual dessas funcionalidades deve ser priorizada; na verdade, o desafio é fazer com que nenhum desses aspectos seja deixado de lado a partir da escolha e disposição de nossas janelas. Não bastasse esse leque de possibilidades funcionais lançadas a partir desse único item, ele também influi na questão do bem-estar; ou seja, além das atribuições práticas relativas ao uso de janelas, elas interferem na sensação física e psicológica de quem frequenta o espaço. É impossível, portanto, ignorar sua importância.
Diante dessa relevância, a escolha pelos tipos de janelas representa um passo decisivo. A variedade é ampla: janela veneziana, de correr, de abrir, projetante, guilhotina, pivotante, bay window e camarão. Esses são os principais modelos, ainda que novos arquétipos sejam lançados o tempo todo. É essencial, então, estar claro o perfil desejado para o seu ambiente, e, a partir daí, usar as janelas para contribuir na composição dessa atmosfera. As inúmeras possibilidades serão efetivamente aproveitadas se houver um direcionamento na abordagem arquitetônica. Dessa maneira, é possível usar a importância das janelas a favor de uma edificação agradável.
Uma Janela para a História
Há relatos de preocupações em torno da composição das janelas ainda na Antiguidade Clássica. Já à época, o item era símbolo da relação entre interior e exterior, porém, ao longo das eras, adquiriu formas bem diversas. Em geral, a arquitetura acompanha as inovações artísticas, ou seja, as formas das janelas refletiam tendências específicas de arte: requintadas no período clássico, sinuosas no barroco, tradicionalistas durante o realismo europeu, inventivas na Art Nouveau, e assim por diante.