
O mosquito Aedes Aegypti, de uns tempos para cá, adquiriu certa notoriedade em vários veículos da grande mídia. Tal fama não é mero acaso, uma vez que esse inseto é um dos principais vilões da saúde brasileira por causa da sua capacidade de transmitir a dengue, doença que possui incidência não apenas no território brasileiro, mas também no continente africano, asiático e outras partes do planeta.
O Aedes Aegypti é um mosquito da família Culicidae. Ele possui menos de um centímetro, apresenta coloração escura e pequenas manchas brancas. Ele é originário da África, mas atualmente está espalhado em outros continentes, principalmente em países do hemisfério sul, que apresentam clima favorável para a proliferação desse inseto.
O Aedes Aegypti surgiu mais precisamente no Egito. Ele é um inseto que atua durante o dia, ao contrário de outros mosquitos, como o Anopheles, responsável pela transmissão da malária.
Vale destacar que os alvos preferenciais desse inseto transmissor da dengue são os seres humanos. Além disso, o Aedes Aegypti não efetua nenhum som, o que torna difícil perceber a atuação dele ao nosso redor.
Por optar por uma ampla variedade de criadouros para depositar os seus ovos, é uma tarefa difícil manter a sua proliferação sob controle. Os ovos do Aedes Aegypti são extremamente resistentes e podem sobreviver por mais de trinta dias até que a chegada de água possibilite o seu processo de incubação.
Após os ovos desse inseto serem imersos, eles apresentam um acelerado desenvolvimento para se tornarem larvas. Após esse processo surge a pupa que dali vai originar um mosquito adulto.
Assim como ocorre nas outras espécies de mosquito, a fêmea do Aedes Aegypti é que efetua a sucção de sangue com o intuito de desenvolver os seus ovos.
Ainda que tenham a possibilidade ocasional de se alimentar com sangue antes do ato da cópula, as fêmeas do Aedes Aegypti aumentam a voracidade pela sucção de sangue após o processo da fecundação, já que nessa necessitam consumir mais sangue para conseguirem realizar o adequado desenvolvimento dos ovos, bem como a maturação nos ovários. De forma geral, três dias após a ingestão de sangue, as fêmeas já possuem a capacidade de depositar os seus ovos, sendo assim elas já iniciam a busca de locais para efetuar o ato da desova.
As fêmeas, para efetuarem a hematofagia (que é o processo de ingerir sangue), conseguem percorrer longas distâncias. Elas apresentam voo rasteiro e a sua picada geralmente não causa coceiras. Além disso, o Aedes Aegypti é o vetor de outras enfermidades além da dengue, tais como a febre amarela, a febre zika e a chikungunya.
Métodos para combater o Aedes Aegypti
Para efetuar o controle do mosquito transmissor da dengue é muito importante evitar a existência de locais ou objetos que possam acumular água parada. Nesse caso, utensílios como tampas, vasos ou garrafas e até pneus velhos se tornam receptáculos para a proliferação do inseto, visto que nesses objetos ocorre o desenvolvimento dele.
Diante disso, é pertinente efetuar a limpeza de calhas, encher os pratos dos vasos com areia, impedir que a água da chuva se acumule sobre a laje, entre outros métodos eficientes.
A dengue é uma doença febril e se não receber o devido tratamento pode levar o paciente a óbito. Diante disso, combater o mosquito Aedes Aegypti é a maneira mais eficiente para evitar essa enfermidade.